terça-feira, 10 de maio de 2011

   E a tempestade continua se retorcendo, você continua construindo a mentira que você inventa para tudo que lhe falta. Não faz nenhuma diferença escapar uma última vez. É mais fácil acreditar nesta doce loucura, nesta gloriosa tristeza que me faz ajoelhar...

Silêncio!

  

Ainda estou confusa com os fatos que me ocorreram. Continuo a me perguntar se ainda devo ter dúvidas, e sobre andar na corda bamba.
   Hoje acordei com a incerteza se vou prosseguir. As pedras estão machucando meus pés descalços, e já não são buracos que se formam... Disseram-me que tenho alucinações ontem!
   Veio um duende no meio da noite novamente dizer que desta vez eu não escapo. Que fui vencida!... Talvez ele esteja correto, ou é mais uma maneira de tormento deposta na minha mente, mais um motivo para perseguir meu próprio espírito. Mais um motivo, para eu me martirizar ao me olhar no espelho e ver.. Ver que não há nada de importante aqui, ou que não há nada que eu faça que seja algo. Sou mais uma, somente.
    Deus?
    Será que tu ainda estás a me ouvir? Ou eu furei novamente meus "ouvidos"?....

    Não sei!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Sono.

   Lá se vai mais uma tarde que se perdeu dentre os olhares vazios da natureza que se fez morta.
Eu senti algo tão vago dentro do meu coração sonolento, que pude quase tocar aquele ponto de luz que me conduzia para não sei bem aonde. Eu não podia ver, mas sabia estar flutuando.
   Talvéz viver dependurada na esperança que se tem n'aquela vida, não seria tão prudente quanto colocar a cabeça na boca de um leão faminto? Talvéz novamente.. Eu continuo a confiar no Amor.
   Pude ver no meu sonho a minha solidão tão grande quanto não imaginava que fosse. Eu me agarrei na linha do seu vestido de lã e fui caindo tão fundo que mal pude enchergar o ponto de luz, o topo.. Mal posso enchergá-lo agora, e não tenho mais nada a que me segurar, não tenho mais ninguém a quem agarrar.
   Todos se foram, e mais uma vez, eu fiquei. Eu não consegui...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Havia um tempo..

Alguém pode me ver?
Estou em uma corda bamba, em meio a um abismo e um simples movimento incerto eu morrerei na certa.
Tenho vontade de olhar o céu que é como um sonho, mas não o devo fazer. E sinceramente.... O abismo me atrai.
Devo seguir em frente. É o que me resta, unicamente!
Andar, me equilibrar nesta incerteza e insegurança! E veja que coisa. Isto foi extremamente contraditório, como meus pensamentos, e minha vida.
Talvéz ninguém possa mesmo me compreender, e compreensão está ilimitadamente acima de entendendimento e aceitação.
Continuo sentindo saudade de tempos que nunca vivi e lugares onde nunca estive. Sinto uma dor tão intensa por me procurar em cantos desta Terra e não conseguir me encontrar..
Eu fujo de mim.. Fujo da crueldade que posso fazer comigo.. Da escuridão que posso me tornar se eu me encontrar no meio da minha perdição..
Mas você, é claro, é incapaz de ver...


sábado, 16 de abril de 2011

Algo um dia irá mudar?

Eu estou novamente presa dentro deste turbilhão de melodramas que a vida me causa, e não faço idéia se existe algum motivo para isso.
Estou novamente triste, decepcionada e acusada pela minha própria mente de ser alguém tão insuportávelmente correta, para mim!
Este jeito me causa dor, sabe!
Mas com certeza de outro jeito me causaria muito mais, e isso me exausta!
Sinto-me velha, velha e cansada! Como se a vida tivesse sido vivida duas vezes no mesmo corpo. Como se houvesse memórias que na verdade nunca existiram!
Criei um mundo surreal, inexistente, onde fiquei presa.

sábado, 9 de abril de 2011

Perdida...



  Hoje talvéz eu pude notar, incertamente, que nada tenho, e nada sei, realmente. Senti-me flutuando no espaço e todos os pensamentos possíveis vieram à minha mente, me estonteando e fazendo voltar a tona todos os meus maiores medos e angústias.
  Tenho tanto medo de quem eu possa me tornar.
  Precido tanto me sentir viva, ganhar as estrelas em um único toque, ganhar a vida em um único e caloroso abraço... Àquele abraço!
  O que eu faço?
  Não sei o que fazer com algo tão grandioso em uma mente tão descontrolada e doente como a minha. Não sei o que fazer..
  Preciso de ajuda! Preciso muito de ajuda..
  Somente aquela luz pode salvar minha alma que está se perdendo dentro de si própria.
  Eu estou morrendo..
  Será que você pode ver?

sexta-feira, 1 de abril de 2011


Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

C.L